quarta-feira, 1 de julho de 2026
domingo, 28 de junho de 2026
Os Donos da Verdade - 28 de junho de 2026
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Os Donos da Verdade
Há uma certa corrente política, talvez até duas, que se intitula e se nomeia dona absoluta da verdade.
Dias atrás, sujeito pertencente a uma delas achou-se no direito de classificar os que não comungam com suas ideias como “falso isentão”. Isto é, para o filósofo e cientista político de porta de açougue, quem se diz moderado, quem combate os erros e admite os acertos tanto da direita como da esquerda, na realidade, se afirma não ser “lulista” é porque, na mente de dito sujeito cujo nome não cito para não dar destaque imerecido, o referido “não lulista” é “bolsonarista”.
Não sou “lulista” e os que me conhecem há muito tempo sabem que também não sou bolsonarista. Sou centro-esquerda, mas não posso esquecer que, por estranha coincidência, os dois piores escândalos de corrupção que tivemos no Brasil ocorreram quando os lulistas (esquerda, portanto) estavam no poder. E abro um parêntese para dizer que conheci pessoalmente apenas um pertencente à corrente do “Nove Dedos” que, quando ocorreu o “Mensalão”, desfiliou-se imediatamente do PT, por não aceitar aquela barbaridade.
Sou Brizolista, com orgulho, mas, se me provarem que Leonel de Moura Brizola também era corrupto, no mesmo momento deixarei de cultuar a memória do governante que mais fez pela educação no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Ou me arrumem um outro governador que, nas mesmas condições de escassez de recursos, no final da década de 1950, início dos anos 60 plantou nos mais afastados rincões do chão gaúcho seis mil e trezentas escolas, as famosos “Brizoletas”.
Por onde ele andou, sempre defendeu com unhas e dentes nossas crianças e o investimento primordial em Educação.
Pois bem, cidadão dono da verdade e lulista: não me recordo de haver passado a ti uma procuração para que me nomeasse, duma hora para outra, como bolsonarista.
Como diria o Jânio Quadros: não sou-lho! (Como Jânio era perfeccionista da língua portuguesa, o certo seria não o sou, mas aí teríamos um cacófato ...)
Como vou ser bolsonarista, quando o homem, enquanto dirigia o país, ficava fazendo piadinhas com o sofrimento das vítimas da Covid e a dor dos que, como eu e como boa parte dos brasileiros, perderam amigos e familiares naquela pandemia?
Quem não sabe que o homem é destrambelhado na hora de abrir a boca.
Mas, em contrapartida, me digam quem foi que, na realidade, implantou o PIX no Brasil, em 2020? Alguns dirão que a ideia surgiu no Governo da Presidenta Dilma, ou seria Presidente Dilme? Pode ser que seja isto seja verdade, mas por que ela não implantou esta forma de pagamento? Seria medo de enfrentar o sistema bancário?
É um dos casos em que se deve dar o braço a torcer. O presidente que seguidamente falava de forma quase inadmissível a uma autoridade tão elevada, também fez coisas boas. Pena que desmanchava com a língua o que fazia com o cérebro ...
Este radicalismo exacerbado que tomou conta do país, em que algumas “mentes privilegiadas” se acham no direito de jogar toda a população em apenas duas panelas, a dos lulistas e a dos bolsonaristas, não leva a lugar algum. E mesmo que leve, por que não pode haver um outro caminho, um outro modo de ver e administrar este país-continente?
Não sou bolsonarista, não sou lulista e me reservo o direito de ser assim até quando eu quiser, por minhas convicções, coerência e formação moral e política.
Sem a interferência e qualificação de algum filósofo, intelectual, ou cientista político de meia tigela, formado em algum curso feito pela telepatia da internet.
E mais não digo porque não quero e me reservo o direito de não querer ...
28 de junho de 2026.
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domingo, 7 de junho de 2026
Maus tratos a animais em S. Vicente do Sul
Bastante decepcionado com os acontecimentos na pequena S. Vicente do Sul, onde, segundo falam, houve torturas brutais contra animais (gatos). Informam que, em rituais malignos chegaram, inclusive a colocar gato vivo em forno micro-ondas, anexo um vídeo com minha pajadinha sobre o caso.
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sábado, 6 de junho de 2026
Espelho Líquido - 06 junho 2026
Ontem, sexta-feira, dia de corre-corre no trabalho, mas o "Lambe-Lambe-Retratista" não resistiu à beleza do espelho líquido na saída da Chácara.
E o piloto escondido no peito ficou "babando" por ter um teco-teco disponível para fazer uma arte e tocar os pneus na água. No voo que fiz há alguns anos, não me atrevi, por causa do ventinho e das marolas, como se vê no vídeo. (Em baixa resolução, pois a internet daqui não comporta uploads pesados.)
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sexta-feira, 22 de maio de 2026
Salvação para o Frio
Vai o frio se encordoando.
“Oigalê” inverno feio.
Será que não “hay” um meio
Dele ir se afastando?
O velho tá encarangando,
Mas que sorte mui marota:
Dois carpins antes da bota;
Continua a tremedeira.
O que alivia a porqueira
É que temos bergamota ... !!!
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terça-feira, 19 de maio de 2026
domingo, 17 de maio de 2026
De vez em quando a gente tem que falar em política, embora eu ache que não seja o Face o lugar mais indicado, mas, tem horas em que não dá para deixar em branco a cara de pau duma certa rede de comunicação.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
domingo, 19 de abril de 2026
domingo, 29 de março de 2026
O Avião que Ficou - 29 de março de 2026
Num distante dia de outono ou
inverno do ano da Graça de mil novecentos e sessenta e dois um grupo de
crianças, na falta de coisa melhor a fazer, comia bergamotas nos fundos da Fazendola
Bom Retiro. A tal propriedade localizava-se no município de São Vicente, que
naquela tarde era chamado de General Vargas e que anos depois voltou a ser São
Vicente, só que do Sul. Essa trocança de nomes, aconteceu, claro, por motivos
políticos, politiqueiros ou coisa que o valha.
Eis
que de repente começa uma ronqueira de motores possantes fazendo eco na
serrania para as bandas da Vila Mata.
Aquele
piazedo até estava acostumado com ronco de motores de avião, pois dita
ex-fazenda, agora pouco mais do que uma chácara por causa da divisão
entre os herdeiros, estava localizada bem na rota dos aviões de linha comercial
regular que vinha da capital Porto Alegre, para, pousa aqui e ali, chegar até
Uruguaiana e São Borja. Mas os "aparelhos" passavam alto, isso
amortecendo em muito o som das aves metálicas. Por isso muitas vezes a gurizada
não conseguia visualizar a condução aérea dos felizardos ricaços que faziam
suas viagens em tão maravilhosas máquinas.
Naquele
tempo voar de avião para nós não passava de um sonho distante, irrealizável. Aquilo
só estava ao alcance de fazendeiros, doutores, advogados, engenheiros,
comerciantes fortes, políticos de destaque e seus assessores nem tão
destacados, mas mui astutos ...
Só
que nesse dia nublado, estranhamente, o ronco era muito mais forte e, sem
mais nem menos, nos surge aquele monstro alado quase tocando no topo das
coxilhas, vindo em nossa direção.
Uns
piás gritaram:
-
Vamos correr que vai cair e pode ser em cima de nós.
Alguém
da turma foi mais sensato:
-
É melhor a gente ficar olhando e só correr quando se tiver
certeza do lugar onde vai bater no chão.
Ficamos
ali, paralisados de terror e maravilhados pelo privilégio de ver um avião de
perto, duas enormes emoções.
Acabamos
um pouco decepcionados quando tivemos a certeza de que, se caísse, não iria ser
tão perto de nós, pelo novo rumo tomado.
E
lá se foram, avião, piloto, copiloto, aeromoça, passageiros endinheirados,
políticos espertos e os infalíveis "piolhos-de-rico", raça que, como
a das baratas, sempre existiu e nunca deixará de existir, no rumo do campo de
aviação de Santiago.
Claro
que nenhuma criança queria um morticínio, mas, confesso, todos nós
ficamos chateados por que não seria daquela vez que iríamos conhecer um avião
de perto.
Não
duvido que alguns ou todos, inclusive o escrevinhador, houvessem torcido pelo
pouso forçado num campo ali perto. Afinal, já não houvera casos de avião cair
em campos e lavouras sem que ninguém houvesse morrido?
"O
que custava fazer um pouso de emergência ali na Palma e encher de alegria e
felicidade o coração daquela gurizada? Não acontecera uns anos antes
o pouso dum avião pequeno, ali na estrada da Vila Mata, com os dois homens que
estavam nele saindo sem nenhum arranhão?"
E
aquela foi a sensação do dia, da semana, talvez do mês.
E
mais: não duvido de que aquela passagem rasante sob a camada baixa que lambia
os cerros da Mata e Taquarixim, seja a culpada de este
retratista/escrevinhador haver feito enormes sacrifícios para cursar o PP,
pelear outro tanto para comprar seu primeiro ultraleve e continuar voando até
os presentes setenta e dois invernos.
O
DC-3 da saudosa Varig felizmente não caiu, deve ter chegado ao seu destino ou,
na pior das hipóteses, alternado para algum pouso seguro. Mas nem a Varig, nem
o piloto, nem a aeromoça tiveram ideia do quanto marcaram os corações daquelas
humildes crianças, filhos de meros agricultores agregados ou simples vendedores de livros, sendo que um
dos piás era órfão de pai, todos jamais acreditando em realizar o sonho de um
dia sair do chão.
Certas
coisas vêm no gene e não duvido que lá numa das ínfimas moléculas de DNA tenha
vindo a ordem: este aí tem que voar um dia.
Mas
também não duvido que aquele DC-3 passando baixo pela Palma, lambendo coxilhas,
seja o culpado por haver um pobre fotógrafo empenhado até a alma para
conquistar seu brevê e continuar suando sangue para ter suas próprias
maquininhas voadoras, simples, elementares, mas voantes.
Claro
que muitos invejam aqueles que têm o privilégio de voar. Claro também que a maioria dos humanos sonha em ter asas, mas
raros são os capazes de qualquer sacrifício para realizar o sonho de dar uma
rasteira na lei da gravidade.
Como
diz aquele ditado: só quem voa sabe porque os passarinhos cantam.
Este
desejo ancestral está em todos nós e felizes os que conseguem realizá-lo.
Meus
profundos e sinceros agradecimentos a S. Pedro, que forçou aquele comandante,
nos tempos heroicos da aviação, a voar ciscando; que adivinhou onde estava
aquele piazedo de campanha para, qual um piloto agrícola, fazer um tiro
perfeito lançando, não azevém, mas a semente da aviação.
Pelo
menos uma germinou.
Palma, junho 2021.
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Esta é a primeira crônica do Livro que também tem este nome, por haver sido ela a impulsionadora do blogueiro a se tornar um manicaca.
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Contribua para que um escrevinhador evolua para a categoria de escritor ...
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segunda-feira, 16 de março de 2026
16 de março de 2026 - Inter Perde em Casa - Pajada - Estupro em S. Pedro do Sul
ETERNA BUSCA
Prossegue o "procuramento"
Crime Hediondo em S. Pedro do Sul - Padrasto Estuprava Enteada Desde os Dez Anos
A notícia em si, todos já devem ter visto. Por isso blogueiro visa mais comentar e manifestar sua revolta e repúdio.
Todos sabem que no sistema prisional há uma regra, sempre obedecida: os estupradores recebem corretivos que nenhum meio oficial aplica. Consta que recebem o mesmo tratamento que dispensavam às suas vítimas. Não se quer defender os aplicadores da "Justiça com as próprias mãos", mas este é um dos poucos casos em que não existe impunidade para o criminoso e, contraditoriamente, não é o Estado o aplicador da Lei e o defensor da sociedade.
Há um tabu quanto a pena de morte. Claro que houve erros judiciais no passado, onde inocentes acabaram mortos. Agora, em casos onde a culpa fica cristalinamente comprovada, este crime mais do que hediondo, que vitima crianças ou mulheres indefesas, não merece abrandamento na aplicação das penas. Os contrários à pena de morte, alegam que defendem a vida. Defender a vida é uma coisa: defender quem, em muitos casos, matou para satisfazer seus instintos bestiais é defender a vida? E a vida duma criança morta não vale nada?
Neste caso o criminoso não matou a vítima, até porque, supõe-se, pretendia continuar no seu procedimento brutal, ameaçando a vítima de morte.
Não conhece o blogueiro um único caso de estuprador que se haja regenerado. Ao contrário, quando surge um novo crime destes, antes mesmo de que se haja prendido o lixo que envergonha a raça humana, não digo animal para não ofender os bichos, já se sabe: em quase todos os casos, foi cometido por um foragido ou condenado anteriormente pelo mesmo delito, mesmo que já haja cumprido a pena.
O mais triste neste caso é que, segundo foi noticiado, quando a vítima apresentava sintomas de desajuste pelo trauma, a própria mãe chegou a afirmar que preferia que a menina (entre os dez e treze anos) saísse de casa e não o estuprador. Mulher que prefere um homem a uma filha inocente, para mim envergonha todas as mulheres e mães.
O caso somente foi descoberto pelas professoras da escola onde a vulnerável estudava.
O triste é que continuaremos vendo estes crimes seguidamente.
Os autores, mesmo sabendo que na cadeia receberão o mesmo tratamento que deram às vítimas, continuarão soltos por aí, rindo da sociedade, de suas vítimas e das pessoas de bem.
Se alguém souber de uma solução, em que se trate este tipo de gente com bondade, gentileza, tentativa de reeducação, que se manifeste. E, por gentileza, cite e prove que conhece casos em que este tipo de monstro regenerou-se.
"Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais."
Alexandre Herculano.
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domingo, 8 de março de 2026
Dia Internacional da Mulher e Pajadinha Humorística
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O
Tempo Passa
Quando
a gente é jovem, a impressão que nos domina é a de que somos eternos,
inatingíveis, insuperáveis e os escolhidos pelos deuses do Olimpo para realizar
todos os nossos sonhos.
Aos
poucos a vida vai nos ensinando que não é bem assim. Raros sonhos conseguimos
realizar, as conquistas planejadas, parece que conseguem sempre conseguir uma
certa dianteira sobre nossa caminhada.
Felizmente
o ser humano, na maior parte dos casos, insiste na crença de que uma hora vai
dar certo.
E,
às vezes, dá.
É
o caso dos pilotos. Se não, vejamos:
Todos
sonhamos em ter a vida dos pássaros, mas eles são mais felizes porque já nascem
com asas. A única asa que temos é a do desodorante vencido ...
Há
os privilegiados que nascem em berço de ouro, onde os pais podem abrir caminho
com seu apoio financeiro. Os “Lambe-Lambe-Retratistas”, coitados, têm que
fotografar muito casório, batizado, formatura, passar noites sem dormir
cobrindo tais eventos para, ao final de duas semanas, conseguir uns troquinhos
extras e voar uma horinha para acrescentar à Caderneta Individual de Voo.
Quando consegue voar de novo, já perdeu a embocadura do treinamento anterior e
assim o brevê parece que, em vez de se aproximar, abre mais distância do infeliz
candidato a Ícaro.
Mas,
uma coisa é verdade: quem foi atacado pelo vírus da aviação, tem na própria
doença o remédio que lhe dá forças para insistir. E a perseverança, depois de
longo tempo acaba sendo premiada. Um belo dia o instrutor, ao final da missão
informa: te prepara, no próximo voo vamos checar.
São
dias e noites de enorme expectativa: a boa – saber que o sonho de ser piloto
está ao alcance do braço, melhor dizendo, do pé e mão – e se eu ficar nervoso,
se errar alguma manobra, me apavorar e pedir para retornar e checando noutro
dia?
Mas
o homenzinho não se entrega e encara o desafio de peito aberto, mãos tremendo e
sovaco derrotando zorrilhos de tão fedido. Até hoje acho que meu checador, o
Pizzato, brevetou-me para não ter que suportar a fedentina outra vez ...
E,
quando vimos, apesar das dificuldades, somos pilotos.
Cada
um segue seu caminho: um vai ser Piloto de Linha Aérea, outro escolhe a
Executiva, os que buscam fortes emoções – Aviação Agrícola e, uns que outros
vão voando aqui, voando ali em aviões alugados,
um dia resolvem comprar um ultralevezinho básico e saem a fazer fotos
por este mundão sem fim.
Não
há vacina que previna o ataque do vírus aéreo. Inoculado no organismo do
infeliz, este fica condenado a sofrer da doença até que voa num cockpit meio
estranho, apertado, na horizontal, sem asas e sustentado, não por reações
aerodinâmicas, mas pelo emocionado adeus de amigos e familiares.
Enquanto
este dia não chega, a grande maioria dos pilotos é, de fato, uma classe
privilegiadíssima. Conseguimos olhar nossos semelhantes e o mundo, quase sempre de cima. Sabemos que somos invejados e
não somos egoístas: vivemos tentando trazer para nosso mundo outros amigos, parentes e, até mesmo,
estranhos. Talvez porque saibamos que são raros os que têm o privilégio de voar
até seu último dia e alguém deve ocupar nosso lugar.
Voar,
exige raciocínio rápido, coragem, decisão, atitude, reflexos agilíssimos,
movimentos coordenados e precisos. Infelizmente a mãe natureza nos dá uma cota
destas qualidades. À medida que o tempo escorre, vamos gastando nossas
reservas, mas não nos damos conta ou fazemos de conta que não nos conscientizamos
...
Este
manicaca, um belo dia sofreu uma pilonagem, quando estava há alguns dias de
completar o ciclo onde a gente passa a ser chamado de idoso.
Era
um dia de Vento Norte, fortezito, de quarenta e cinco graus, a estibordo.
Quando vi, o tequinho deu uma guinada forte para a esquerda. Dei um motorzinho,
realinhei a nave e fui para o toque final. Que se realizou duma forma toda
escalafobética: quando o trem esquerdo tocou o solo, um outro ser assumiu o
comando e o Kitfox deu outra guinada,
esta violentíssima e perdi o comando direcional totalmente. A tal guinada para
a esquerda desequilibrou o aviãozinho de tal forma que a asa direita bateu com
tanta decisão no solo e, com nariz e asa freando, não deu outra: pilonamos.
Não
houve dano pessoal maior do que a troca de cueca e saí do meu pouso invertido
me xingando de tudo e mais um pouco: “Velho burro, incompetente, não consegue
dominar um teco-teco com um vento que nem é tão forte assim.
E
me desmoralizava por mim próprio.
Aí
chega um cidadão, que estava ajudando na poda do arvoredo da chácara e fala:
-
Seu Vilsom, o senhor viu que perdeu o pneu esquerdo?
De
fato, o dito resolvera correr na pista e ir até o lugar onde se taxiava para o
hangar, para diminuir o trabalho de resgate, talvez por um reflexo
inconsciente, lá dele, pneu.
Conto
isto para exemplificar que, ao menos uma vez na vida me dei conta de que já não
tinha os mesmo reflexos, embora a pilonagem fosse inevitável, pois a
ponta-de-eixo se partira. E não houvera placaço. O pouso fora suave, tocando a
roda direita (do vento) com suavidade levando o teco inclinado para evitar que
o vento entrasse por baixo e dificultasse o domínio. Quando a sustentação
terminou, era hora de tocar com o trem esquerdo, que tinha só o triângulo, tipo
uma estaca, para cravar com vontade na
grama...
O
fato é que, como diz a música “a gente mal nasce, já começa a morrer!”
Embora
seja bom não entregar a rapadura, pode ser ruim insistir demais com o
faz-de-conta de que ainda somos aquele guri que subiu no tequinho há décadas
para o seu primeiro voo – o famoso em linha reta horizontal, ou quase ...
A
grande maioria dos pilotos só para quando realmente não dá mais. Parece que a
vontade de continuar voando é maior do que continuar vivendo.
Se
isto é bom, ruim, nada disso, não tenho autoridade nem conhecimento para
decidir. Mas um mosquito me cochichou estes dias que há uma hora em que temos
de tomar a decisão: este foi meu último voo em comando.
E
até relembro do voo em que sofri uma pane de profundor, não total, mas que eu
não sabia em qual momento ela se transformaria em perda completa do comando.
“Seu
burro! Há quanto tempo já devias ter parado! “
Prosseguindo:
“Se me safar desta e conseguir pousar com vida, nunca mais piloto um avião.
Aqui mesmo nesta pista que, providencialmente está próxima da pane, desmonto o
tequinho, ponho em cima dum caminhão e o transformo em pilas o quanto antes.”
Pousei,
descobri a quebra de uma peça de fixação, fizemos com a ajuda do dono da pista
e seu filho uma improvisação para sempre, segura e reforçada.
Que durou dois anos e meio com, adivinhem qual
piloto voando?
Hoje,
aos setenta e três invernos, estou quase que completamente convencido de que
nunca mais comandarei um avião.
Será?
Contatem-me
por whats, telefone, telepatia, etc. daqui a vinte anos.
Prometo
responder sem faltar com a palavra ou a verdade.
Palma
– São Vicente do Sul, 07/03/2026.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
sábado, 3 de janeiro de 2026
domingo, 31 de agosto de 2025
EPAER SÃO GABRIEL 2025
Tchê, tu prepara teu pingo:
Deixa-o bem amilhado
E muito bem aperado.
Próxima sexta a domingo,
Se tu não vieres te xingo
De nome feio a granel.
Me diz, qual é teu pastel?
Pra que tu quer avião,
Se nunca vem ao festão
EPAER – SÃO GABRIEL!
E assim eu me preparo,
Troteando pra adelgaçar
E espaço reservar,
Pois me guio pelo faro.
Pra todos fique bem claro:
Amigos ver em quantia,
Aviões acrobacia,
Mate, chopp e churrasco.
São Gabriel não faz fiasco
E melhora dia a dia!






